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OS MÉTODOS ACTIVOS DE FORMAÇÃO

Podemos considerar métodos activos de formação aqueles em que o Aluno se revê, se identifica como gestor da sua própria aprendizagem de uma forma consciente e voluntária.

Em situações de aprendizagem , o método pedagógico posto em prática representa o modo de gestão de relações entre o Formador / Professor, o Formando / Aluno e o saber ( Ramos, 1993 ). Está cada vez mais generalizada a ideia da importância dos métodos activos na porno.

Mas, ao utilizar, no processo ensino – aprendizagem, um método de participação activa dos alunos pretende-se essencialmente :

– Fomentar a motivação do Aluno para a aprendizagem, tendo em conta as suas necessidades, o seu interesse em aprender e as suas experiências de vida, adequando para tal, a situação de aprendizagem. Segundo Mão de Ferro ( 1994 ) ” a utilização da experiência pessoal aumenta a motivação das pessoas, que, ao verem-se implicadas pessoalmente se sentem mais animadas a participarem no processo e a fazer parte do grupo… ” ( Pág. 17 )

– Facilitar a compreensão, organização e retenção de conhecimentos.

– Fomentar situações de aprendizagem que privilegiem a experimentação prática como forma privilegiada de aquisição de conhecimentos.

– Contribuir para o desenvolvimento de novas capacidades e competências.

O processo ensino – aprendizagem pode, neste contexto, ser entendido como contribuinte efectivo para uma formação integral, qualificada e preparada para a mudança constante do Mundo envolvente.

O aluno / formando assume, assim, um papel determinante no êxito da situação de aprendizagem e na concretização dos objectivos explicitamente pré – definidos, para a situação de aprendizagem, num contexto de interacção professor / aluno, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas atitudes cooperativas e responsáveis, para o promoção da curiosidade, da iniciativa, da técnica de resolução de problemas, para o desenvolvimento de capacidades afectivas e psicomotoras, para o respeito de normas e valores sociais e, não menos importante, para a aquisição de novos saberes.

O contexto social que rodeia o Homem é factor importante no processo de aquisição de novos saberes. É no papel de actor social que conhecemos melhor o Mundo que nos rodeia. É interagindo com tudo o que nos rodeia que aprendemos a ser quem somos, que nos formamos, que adquirimos novos conhecimentos e capacidades perante as situações da vida. Experimentamos a vida nas suas várias vertentes.

Segundo Ramos ( 1993 ),

” A construção de capacidades sócio – cognitivas ( aquisição dos saberes e saberes – fazer ) desenvolve-se por vias diversas em função das características do contexto, da actividade com o qual o sujeito é confrontado, das relações culturais que ele estabelece com os parceiros, da história das suas relações e enfim das características próprias do sujeito num determinado momento do seu desenvolvimento. ”

( Pág. 9 )

As relações interpessoais são ocasiões privilegiadas de construção de novos saberes. Essas relações podem, no entanto, assumir segundo Ramos ( 1993 ) um carácter de simetria ou assimetria.

Explicitando, a relação assimétrica pressupõe um conjunto de parceiros ( pessoas ) com determinado nível de conhecimentos e status social. Num determinado domínio, as competências estão mais desenvolvidas num dos parceiros.

Quanto á relação simétrica, esta supõe a equivalência de competências, conhecimentos e status.

Em ambos os casos a confrontação entre parceiros favorece o conflito sócio-cognitivo, permitindo e capacitando as pessoas para a resolução de problemas a um nível mais avançado do que se estas trabalhassem individualmente sobre o mesmo problema. Segundo Ferreira ( 1993 ) ” A dinâmica do desenvolvimento cognitivo resulta principalmente dum conflito de comunicação social. Aquando da interacção entre vários indivíduos, as centrações opõem-se mais directamente que no caso da interacção dum único indivíduo com objectos físicos”(Pág. 58).

Mas, este jogo não é apenas um jogo de conflito, mas também de cooperação e interacção pessoal.

O professor / formador como actor igualmente importante no processo ensino – aprendizagem, deve efectuar uma reflexão crítica e adaptar as suas atitudes e comportamentos pedagógicos no sentido de :

– Dar importância ás relações interpessoais na aquisição de novos saberes.

– Fomentar a existência de relações interpessoais simétricas.

– Articular o saber a ser transmitido com as experiências dos alunos.

– Fomentar a participação activa dos alunos na aprendizagem.

Surge então uma questão.

Mas… Há objectivos e programas a cumprir !

Para tal o professor tem um papel determinante na gestão do factor tempo, na gestão de interesses recíprocos ( Aluno – Professor ), no conhecimento aprofundado do aluno, no incentivo á troca de ideias e experiências com base em relações informais não institucionalizadas, na avaliação constante interactiva (Professor – Aluno ) do processo ensino – aprendizagem, ajudando assim a uma melhor compreensão do processo, analisando o passado, compreendendo o presente e perspectivando o futuro. O professor / formador contribuirá assim para o reforço da confiança do grupo, incluindo a sua própria autoconfiança.

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INTRODUÇÃO

Para que o processo ensino – aprendizagem se desenvolva normalmente é necessário que haja um método de trabalho. Um método que permita alcançar com êxito os objectivos educacionais ou de formação. Não basta enunciar vezes sem fim o desejo de porno. É preciso fazer algo de novo que rompa os moldes rígidos da escola tradicional, incluindo na formação dos indivíduos, métodos e técnicas participativas que estimulem os alunos.

Estamos perante uma sociedade caracterizada por mudanças constantes e complexas, ás quais temos, frequentemente, dificuldade em nos adaptar. Torna-se urgente preparar o ser humano para ser modificável e adaptável a situações novas e imprevistas. Isso pressupõe um desenvolvimento pessoal para a mudança com ênfase no desenvolvimento cognitivo.

Para responder a esse desafio, todos os indivíduos em formação necessitam de uma orientação pedagógica especial, interactiva, de carácter contínuo. Esses princípios pedagógicos não devem ser utilizados, no entanto como receitas de recurso. Esta é uma visão redutora e empobrecedora das potencialidades dos métodos pedagógicos. O método pedagógico completo, se é que há algum, comporta a ligação perfeita entre os quatro elementos principais que caracterizam a situação de formação : o formador, os formandos, o objecto da formação ou saber e o método.

O formador é um dos componentes da situação de formação. A ele cabe a tarefa de gestão, o que implica a articulação entre teorias e práticas de ” modo a permitir a aquisição de conhecimentos ou de noções, a aprendizagem de gestos, hábitos e atitudes e a formação e o desenvolvimento do pensamento.” ( Ramos, 1993, Pág.5 ).

É frequente a confusão que reside no confronto entre técnicas e métodos. Podemos ficar com a noção de que a técnica é um instrumento que permite o funcionamento do método. O método compõe-se de diversas técnicas articuladas de forma a que um determinado objectivo seja atingido. Ao formador compete pôr em funcionamento o dispositivo – o método, através da utilização dessas técnicas – instrumentos. Alguns exemplos são : a exposição, a discussão, o estudo de caso, o trabalho em grupo, o trabalho em projecto, entre muitos outros.

A escolha adequada estará de acordo com os objectivos da formação, com o grupo de formandos / alunos, com o factor tempo, com o ambiente físico, com os recursos disponíveis, etc. Essa escolha depende da estratégia a adoptar por parte do formador. Para que a escolha se revele a mais acertada ao longo de todo o processo ele necessita constantemente de reflectir sobre a sua prática, provocando mudanças nas suas práticas, repensando as suas estratégias e metodologias. Reflectindo sobre a nossa curta e pobre prática sentimos que é cada vez mais necessário pôr a tónica na aprendizagem como um processo dinâmico e reflexivo de apropriação individual de conhecimentos. Sabemos que os alunos possuem experiências diferenciadas, o que se reflecte em diferentes ritmos de aprendizagem, interesses diversos, havendo necessidade de adaptar as exigências.

A atitude reflexiva do formador pode ser caracterizada em dois tipos, segundo Schon ( 1987 ) citado por Morais ( 1993 ), “a reflexão sobre a acção, que incide nas atitudes, estratégias e pensamentos após ter terminado a actividade lectiva, e a reflexão na acção, que incide nos acontecimentos e modos expontâneos de agir e de pensar durante a actividade lectiva. ” (Pág. 28 ).

Esta reflexão pode ser utilizada para efectuar ajustamentos que permitam a consecução dos objectivos pedagógicos.

O presente trabalho pretende seguir uma linha de reflexão, contemplando as duas vertentes enunciadas. A reflexão incide nos métodos de formação activa ou métodos activos de formação. Nele se aborda a formação como um processo amplo de educação, o Professor como Formador, o Aluno como Formando, a situação de aprendizagem como situação de formação. Ele surge da nossa necessidade de aprofundar conhecimentos sobre um tema do nosso especial agrado, da necessidade de avaliação da prática pedagógica que efectuámos durante 6 semanas na Escola Superior de Enfermagem de Portalegre e de uma necessidade de reflexão sobre a prática efectuada durante o mesmo.

Para a nossa reflexão procurámos um suporte teórico variado e consistente com base de sustentação em autores nacionais reconhecidos como Ramos, Pesce ou Mão de Ferro ou outros de língua estrangeira como Berbaum, Lesne, Enricone, Mucchielli, o que muito nos agradou no enriquecimento deste trabalho.

Pensamos melhorar os nossos conhecimentos e os de quem ler este trabalho pois também pensamos tal como Beswick (1987) que ” No learning is entirely passive ” ( Pág.19 ).